Sofia.procura.sofia


11/07/2014


Virtudes, Protágoras, Hesse e Futuro


Li recentemente um material sobre a virtude ensinável em Protágoras e achei muito interessante, principalmente o trecho onde um pouco da vida pregressa de Protágoras é contada, inclusive sobre seu passado de trabalhador braçal e a tutela de Demócrito. Achei incrível a disputa de Protágoras com seu aluno e confesso, duas raposas, hein? Platão critica duramente essa prática de Protágoras (que era comum afinal a retórica era quesito indispensável aos oradores na  ágora) e  talvez por isso implicasse tanto com ele,  indignado por essas armadilhas da lógica e da linguagem (perítropo) e pelo fato do abderita (aprendi no texto pois só conhecia a expressão "o estagirita" para referir-se à Aristóteles) disputar com ele, a atenção de Sócrates. Ciumento e possessivo, hein?rs
Creio piamente que a virtude pode ser ensinável assim como uma ciência. A complexidade é que aquele que a ensina precisa aliar discurso e exemplos para ser convincente e eficiente, ao passo que nas demais práticas, essa coerência não interfere no aprendizado. Me lembro que na Ética Nicomaquéica, Aristóteles fazia menção às virtudes inerentes e aderentes e ele mesmo recomendava, que se não nascemos virtuosos que pratiquemos a virtude de tal forma que ela passe a ser uma segunda natureza.  Você sabe que Nicômaco era seu pai e também era o nome de seu filho, e que a Ética à Nicômaco pode ser entendida como uma obra escrita de pai para filho contendo conselhos sobre como ser feliz ( a tal Eudaimonia aristotélica).
Quando à Eudaimonia, a felicidade interior que se alcança quando se contempla a vida plena na pólis (a vida do spoudaiós) e se encontra finalmente a Alethéa (verdade), creio que as pessoas do mundo atual se contentam com cada vez menos...e encontrei esse trecho de Hermann Hesse sobre como me sinto em relação ao futuro.

"Quanto mais envelhecia, quanto mais insípidas me pareciam as pequenas satisfações que a vida me dava, tanto mais claramente compreendia onde eu deveria procurar a fonte das alegrias da vida. Aprendi que ser amado não é nada, enquanto amar é tudo (...).

O dinheiro não era nada, o poder não era nada. Vi tanta gente que tinha dinheiro e poder, e mesmo assim era infeliz.

A beleza não era nada. Vi homens e mulheres belos, infelizes, apesar de sua beleza.

Também a saúde não contava tanto assim. Cada um tem a saúde que sente.

Havia doentes cheios de vontade de viver e havia sadios que definhavam angustiados pelo medo de sofrer.

A felicidade é amor, só isto. (e amor não é sexo, comentário meu)


Feliz é quem sabe amar. Feliz é quem pode amar muito.


Mas amar e desejar não é a mesma coisa.


O amor é o desejo que atingiu a sabedoria.


O amor não quer possuir.


O amor quer somente amar."

 

 

 

Hermann Hesse

Escrito por Sofia.procura às 17h57
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11/07/2011


tempo...

 

Atualmente, me ocupo em ver o tempo passar...

Aquele tempo que se mede em noites mal dormidas....noites intermináveis, com horas lentas que escoam silenciosas para uma profunda escuridão, que me é uma velha conhecida.

Ela me saúda e me acolhe com seus braços gelados...juntas percorremos muitos caminhos, estivemos juntas muitas vezes,

mais vezes do que eu gostaria de me lembrar...Mas, sabe?

De todas as coisas que me aconteceram, ao menos, essa solidão é reconfortante:

sei o que esperar dela porque sei aonde ela vai me levar...ela ao menos é confiável, porque nos conhecemos intima e profundamente.

Agora somos eu e ela e nada mais. E é assim que se passa o [meu] tempo...

Escrito por Sofia.procura às 16h45
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17/02/2011


Em busca da perfeição.

(enésimo suspiro) voilá´...  num mundo perfeito, o email perfeito. Ei-lo:

 

" Querida,

Que tolo eu fui...Você tem razão!!

Poderia me perdoar?

Eu te amo!

Beijos, do seu..."

 

no mundo real, email real...

Dezesseis desnecessárias e repetitivas páginas (front and back!!!) onde desfia um discurso auto elogioso...

"eu isso, eu aquilo, porque eu fiz, eu realizei, eu, eu, eu (confetem confete confete)..."seguido das indefectíveis acusações...

" mas você!!!Ahhh, mas você!!! enquanto isso você!!!! além do mais você!!! (crítica crítica crítica)..." arrematado obviamente da conclusiva

" e como eu tenho a razão e você não, passar bem."

(enésimo primeiro suspiro...)

c'est a vie...a vida não é para os sensíveis.

Bisou!

PS.: pensando bem...num mundo perfeito pessoas perfeitas viveriam relacionamentos perfeitos e escreveriam emails perfeitos...E NÃO BRIGARIAM!!.

PS 2.: Ahh Platão...obviamente morreu solteiro...Eu ainda desencano do seu romantismo, viu?

 

Escrito por Sofia.procura às 21h18
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14/02/2011


O tempo em Agostinho

Costumamos dividir o tempo em três partes: passado, presente e futuro. Mas, segundo Santo Agostinho, só temos a capacidade de perceber e medir o tempo no momento em que decorre

O tempo é, e sempre tem sido, um problema filosófico de grande interesse, principalmente em nossa época. Aliás, não só para filósofos e cientistas, mas também para o indivíduo comum, que está acostumado a organizar e realizar suas tarefas e experiências de acordo com a idéia de tempo concebida como sucessão de instantes traduzida em presente, passado e futuro. Agostinho de Hipona (354-430) foi um dos grandes pensadores a se preocupar com esta problemática.

A reflexão filosófica agostiniana sobre o tempo encontra-se no Livro XI da obra Confissões, texto belíssimo, autobiográfico, redigido entre os anos de 397 e 398, em que Agostinho revela-se admirável analista de problemas psicológicos íntimos, tanto quanto de questões puramente filosóficas.

São perceptíveis três sentidos da palavra confissão no texto agostiniano: confissão de fé, confissão de pecado e de louvor a Deus. Nessa narrativa, o interlocutor privilegiado é o próprio Deus, ou seja, o Tu Divino. É este Tu que vai garantir a veracidade do relato de Agostinho, como ele próprio descreve: “Ó senhor meu – a quem a minha consciência cotidianamente se confessa, mais confiada na esperança da vossa misericórdia do que em sua inocência –, mostra-me, eu Vo-lo peço, que proveito, sim, que proveito haverá em confessar, neste livro, também aos homens, diante de Vós, não quem fui, mas quem sou? Já vi e recordei o fruto que daí se tira. Há muitos, porém, que desejam saber quem eu sou no momento atual em que escrevo as Confissões. Desses, uns conhecem-me, outros não; ou, simplesmente ouviram de mim ou de outros, a meu respeito, alguma coisa. Mas os seus ouvidos não me auscultam o coração, onde eu sou o que sou. Querem, pois, ouvir-me confessar quem sou no interior, para onde não podem lançar o olhar, o ouvido ou a mente. Querem-no, contudo, dispostos a acreditar. Poder-me-ão conhecer? A caridade, porém, que os torna justos, diz-lhes que eu, ao confessar-me, não minto. É ela quem os faz acreditar em mim.

Seu discurso autobiográfico passa sempre pela certeza do Tu me conheces. Uma passagem obrigatória do eu agostiniano por Deus, para depois voltar a si mesmo. Deste modo, em suas confissões, Agostinho não pode enganar seus leitores, já que também não pode enganar a Deus.

O QUE É O TEMPO?

A reflexão filosófica de Agostinho sobre o tempo é uma de suas mais brilhantes análises filosóficas, a qual o torna, embora sendo um pensador medieval, muito mais contemporâneo do que muitos outros da atualidade. O modo como Agostinho expõe suas interrogações com relação ao tempo marca a reflexão ocidental até os dias de hoje.

Questiona Agostinho: “Que é, pois, o tempo? Quem poderá explicá-lo clara e brevemente? Quem o poderá apreender, mesmo só com o pensamento, para depois nos traduzir por palavras o seu conceito? E que assunto mais familiar e mais batido nas nossas conversas do que o tempo? Quando dele falamos, compreendemos o que dizemos. Compreendemos também o que nos dizem quando dele nos falam. O que é, por conseguinte, o tempo? Se ninguém me perguntar, eu sei; se o quiser explicar a quem me fizer a pergunta, já não sei.”²

Agostinho defronta-se com algumas dificuldades principais ao falar sobre o tempo: não podemos apreendê-lo, pois o tempo nos escapa, não conseguimos medi-lo. E também não podemos percebê-lo.

O que é, por conseguinte, o tempo? Se ninguém me perguntar, eu sei; se o quiser explicar a quem me fizer a pergunta, já não sei

A nossa percepção do tempo permite dividi-lo em três partes: passado, presente e futuro. A partir de nossa experiência, sabemos que esses três tempos são bastante distintos entre si. O passado é o tempo que se afasta de nós, de nossa consciência, de nossa percepção; é tudo que já não é mais palpável, simplesmente porque já se foi. Chamamos de presente o “agora”, o tempo em que nossas experiências acontecem, no momento em que ocorrem. E o futuro, por sua vez, corresponde ao conjunto de todos os eventos que se concretizam na medida em que o tempo passa. Em outras palavras, o futuro é como o lugar onde estão prontos todos os fatos que presenciamos quando determinado período de tempo vier a transcorrer, por menos ou por mais extenso que seja.

“Todas as tragédias que se podem imaginar reduzem-se a uma mesma e única tragédia: o transcorrer do tempo” SIMONE WEIL

Santo Agostinhode Hipona (354- 430), filósofo ligado à igreja católica, foi muito influenciado pelo neoplatonismo, tendo sido um dos responsáveis pela entrada do pensamento grego no mundo cristão. Para ele, Filosofia e Teologia andavam juntas. Reflete sobre Deus, a alma e a existência. É nasConfissões, uma de suas obras mais famosas, que teoriza sobre o tempo

De acordo com nossa percepção, dividimos o tempo em três partes distintas: o presente, o passado e o futuro. Seria necessário, neste momento, lançar mão à seguinte questão levantada por Agostinho: É possível medir o tempo? “E, contudo, Senhor, percebemos os intervalos dos tempos, comparamo-los entre si e dizemos uns são mais longos e outros mais breves. Medimos também quando esse tempo é mais comprido ou mais curto do que o outro, e respondemos também que um é duplo ou triplo, ou que a relação entre eles é simples, ou que este é tão grande como aqueles. as não medimos os tempos que passam, quando os medimos pela sensibilidade. Quem pode medir os tempos passados que já não existem ou os futuros que ainda não chegaram? Só se alguém se atrever a dizer que pode medir o que não existe! Quando está decorrendo o tempo, pode percebê-lo e medi-lo. Quando, porém, já tiver decorrido, não o pode perceber nem medir, porque esse tempo já não existe”

Desta forma, não conseguimos medir o tempo. O presente porque não tem nenhum espaço; o futuro porque ainda não veio e o passado porque já não existe mais. Podemos perceber e medi-lo apenas no momento em que está decorrendo.

TEMPO E MEMÓRIA

A reflexão sobre a memória é um elemento importantíssimo na filosofia agostiniana, principalmente para falar do tempo. Ao falar da memória, Agostinho sempre usa as metáforas do lugar e do espaço como, por exemplo, “campos e vastos palácios”, “santuários infinitamente amplos”. Usa um vocabulário de beleza esplêndida, porém, não é o suficiente para dizer o que é a memória (a análise sobre a memória encontra-se no Livro X das Confissões).

O mesmo acontece com o tempo, pois, como diz Jeanne Marie, professora do Departamento de Filosofia da PUC-SP: “é a nossa propensão, quase natural, de falar e de pensar no tempo em termos (em imagens, em conceitos) espaciais que nos impede de entender sua verdadeira natureza”4. A linguagem não é suficiente para dizer a memória, tanto quanto não é suficiente para dizer o tempo. Ou seja, não conseguimos ir além ao que diz respeito à memória e ao tempo por sermos impedidos pelas categorias espaciais que fazemos uso.

Agostinho entende que existe outra maneira de pensar o tempo sem ser em termos espaciais, mas a partir de outro elemento, que é a linguagem, a fala. E por este motivo ainda continuamos pensando o tempo, mas sem a tentativa de explicar a sua essência. Podemos tentar apreendê-lo a partir de nossas práticas lingüísticas, porque a linguagem adquire sentido a partir do tempo. Em outras palavras, não se pode pensar um sem o outro, pois a linguagem articula o tempo, assim como o tempo articula a própria linguagem. “Pensar o tempo significa, portanto, a obrigação de pensar na linguagem que o diz e que nele se diz”.

Neste sentido, percebe-se que memória e linguagem são de suma importância para Agostinho em sua tentativa de dizer o tempo, que ele pensa não só em termos cosmológicos, como medida de movimento, mas também como interioridade psíquica, “abrindo um novo campo de reflexão: o da temporalidade, da nossa condição específica de seres que não só nascem e morrem ‘no’ tempo, mas, sobretudo, que sabem, que têm consciência dessa sua condição temporal e mortal”5.

Em Agostinho, a alma é a sede das capacidades humanas de compreensão, percepção, raciocínio, sentimento, em suma, de todas as potencialidades do espírito. Da mesma forma, o filósofo afirmou que a sede do tempo está na alma. Para entender isso é preciso ter em mente a idéia de que o tempo faz parte da criação: o tempo é criatura. Fora da criação existe somente a eternidade de Deus, que consiste na imutabilidade, na ausência de tempo. A eternidade, assim, não é tempo infinitamente prolongado, mas uma existência sem nenhum limite, ao contrário de, por exemplo, a existência humana que é uma distensão, cujas fronteiras são o nascimento e a morte. “É impróprio afirmar que os tempos são três: pretérito, presente e futuro. Mas talvez fosse próprio dizer que os tempos são três: presente das coisas passadas, presente das presentes, presente das futuras. Existem, pois, estes três tempos na minha mente que não vejo em outra parte: lembrança presente das coisas passadas, visão presente das coisas presentes e esperança presente das coisas futuras.”6

A ALMA

Os tempos, como afirma Santo Agostinho, existem na mente – o que em sua reflexão equivale a dizer na alma. O passado não existe mais, só é possível na alma do ser humano, por meio da memória. É essa potencialidade humana que permite que as coisas passadas venham novamente à nossa presença. Apenas a recordação, portanto, é que torna possível falarmos em tempo passado. O presente, por sua vez, é o conjunto de nossas sensações e pensamentos do momento, aquilo que percebemos diante de nós e o que estamos cogitando; é a percepção e a consciência. Finalmente, o futuro é a resposta: nossas previsões, nossas esperanças.

A eternidade não é tempo infinito, mas existência sem limite. A existência humana que é uma distensão, cujas fronteiras são nascimento e morte

Os termos lembrança ou recordação, percepção ou atenção e espera são muito bem traduzidos na seguinte fala de Agostinho: “Vou recitar um hino que aprendi de cor. Antes de principiar, a minha expectação estende-se a todo ele. Porém, logo que começar a minha memória dilata-se, colhendo tudo que passa de expectação para o pretérito. A vida deste meu ato divide-se em memória, por causa do que já recitei, e em expectação, por causa do que hei de recitar. A minha atenção está presente e por ela passa o que era futuro para se tornar pretérito. Quanto mais o hino se aproxima do fim tanto mais a memória se alonga e a expectação se abrevia, esta que fica totalmente consumida, quando a ação, já toda acabada, passa inteiramente para o domínio da memória.”7

6 AGOSTINHO, Santo. Confissões. Tradução J. Oliveira Santos e Ambrósio de Pina. Coleção Os Pensadores, São Paulo: Nova Cultural, 1996, p. 327-328.
7 Ibid, p. 337.

CONSTRUÇÃO DO “EU”

Desse modo, Agostinho, em todo momento, antes de falar do tempo remete primeiramente à memória. É como se a memória fosse um recurso que interiorizasse a temporalidade, os rastros de algo que já não existe mais, mas que está presente. Se o passado já se foi, o seu vestígio permanece atual na memória. O rastro é algo que existe em ausência do outro, “é presença de uma ausência”, como diz Derrida. Não há presença plena, nem uma ausência total. A imagem, vestígio, permanece gravada mesmo depois que algo já passou. Por isso Agostinho precisou da memória para falar do tempo.

A questão do tempo ainda permanece obscura e controversa. Muitos autores que pensam sobre o tempo, pensam a partir de Santo Agostinho. Como é o caso de Paul Ricoeur, em Tempo e narrativa, que logo no início de seu texto diz: “A antítese principal em torno da qual nossa própria reflexão vai girar encontra sua expressão mais aguda lá no fim do Livro XI das Confissões de Santo Agostinho. Dois traços da alma humana se acham aí confrontados, os quais o autor com seu gosto marcante pelas antíteses sonoras dá o nome de intentio e de distentio anumi”.

A análise agostiniana sobre o tempo, que não é realizada apenas em termos cosmológicos, como medida de movimento, mas também como inseparável da interioridade psíquica, é um elemento importante para a constituição do eu ou do sujeito, pois o eu agostiniano que começa a narrativa das confissões não é o mesmo que conclui. O tempo é a produção da identidade e da diferença consigo mesmo, pode ser ainda a dimensão de um sujeito que está se constituindo, pois ele exerce um papel fundamental na consciência humana, uma vez que tempo e consciência são indissociáveis.

Agostinho entende que existe outra maneira de pensar o tempo sem ser em termos espaciais, mas a partir de outro elemento, que é a linguagem, a fala

Agostinho em seu estilo de fazer Filosofia, de discutir questões, como o tempo, tão importantes para a cultura ocidental, tornou-se um pensador que vale a pena ser lido e discutido em muitas esferas do conhecimento. Neste sentido, concluímos com Jeanne Marie Gagnebin: “Permanece a seguinte questão: hoje, quando não podemos mais acreditar com a mesma certeza tranqüila que o Outro de nosso tempo, seja a eternidade divina, como conseguir, porém, uma compreensão diferenciada, inventiva da temporalidade – e da história! – humana em suas diversas intensidades? Questão essencial, à qual o pensamento teológico de Agostinho responde e à qual, em sua profundidade radical, a reflexão contemporânea, seja ela histórica, poética, ou filosófica, não pode se furtar.”8

Fonte: Filosofia, Ciência e Vida – tp://filosofiacienciaevida.uol.com.br/

Escrito por Sofia.procura às 22h12
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(em memoria do Lucas)

A Morte não é Nada
" Santo Agostinho "


"A morte não é nada. 
Eu somente passei 
para o outro lado do Caminho.

Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês, 
eu continuarei sendo.

Me dêem o nome 
que vocês sempre me deram, 
falem comigo 
como vocês sempre fizeram.

Vocês continuam vivendo 
no mundo das criaturas, 
eu estou vivendo 
no mundo do Criador.

Não utilizem um tom solene 
ou triste, continuem a rir 
daquilo que nos fazia rir juntos.

Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.

Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi, 
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.

A vida significa tudo 
o que ela sempre significou, 
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora 
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora 
de suas vistas?

Eu não estou longe, 
apenas estou 
do outro lado do Caminho...

Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi."

Escrito por Sofia.procura às 22h07
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01/01/2011


Como será?

Em um dia estaremos no último dia do ano de 2010...e depois da meia-noite, virá o Ano Novo...

O engraçado é que - teoricamente - continua tudo igual...

Ainda seremos os mesmos. Ainda teremos os mesmos amigos.

Alguns o mesmo emprego.

O mesmo parceiro (a).

As mesmas dívidas (emocionais e/ou financeiras).

Ainda seremos fruto das escolhas que fizemos durante a vida.

Ainda seremos as mesmas pessoas que fomos este ano...

A diferença, a sutil diferença, é que quando o relógio nos avisar que é meia-noite, do dia 31 de dezembro de 2010, teremos um ano INTEIRO pela frente!

Um ano novinho em folha!

Como uma página de papel em branco, esperando pelo que iremos escrever.

Um ano para começarmos o que ainda não tivemos força de vontade, coragem ou fé...

Um ano para perdoarmos um erro, um ano para sermos perdoados dos nossos...365 dias para fazermos o que quisermos...

Sempre há uma escolha.

E, exatamente por isso, eu desejo que vocês façam as melhores escolhas que puderem.

Desejo que sorriam o máximo que puderem.

Cantem a música que quiserem.

Amem mais.

Abracem bem apertado.

Durmam com os anjos.

Sejam protegidos por eles.

Agradeçam por estarem vivos e terem sempre mais uma chance para recomeçar.

Agradeçam as suas escolhas, pois certas ou não, elas são suas.

E ninguém pode ou deve questioná-las.

Quero agradecer aos amigos que eu tenho:

Aos que me 'acompanham' desde muito tempo.

Aos que eu fiz este ano.

Aos que eu escrevo pouco, mas lembro muito.

Aos que eu escrevo muito e falo pouco.

Aos que moram longe e não vejo tanto quanto gostaria.

Aos que moram perto e eu vejo sempre.

Aos que me 'seguram', quando penso que vou cair.

Aos que eu dou a mão, quando me pedem ou quando me parecem um pouco perdidos.

Aos que ganham e perdem.

Aos que me parecem fortes e aos que realmente são.

Aos que me parecem anjos, mas estão aqui e me dão a certeza de que este mundo é mesmo divino.

Desejo a todos um Ano Novo com muita paz, felicidades, prosperidade e principalmente bastante SAÚDE!!!!!

 (recebido e blogado...da amiga SÔNIA)

Escrito por Sofia.procura às 13h13
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16/11/2010


Divergências

Calar as mágoas não é uma boa escolha, nunca foi e nunca será...pois o ressentimento aflora em situações onde ele não caberia. Ter mágoas guardadas nos deixa sempre na defensiva, afasta a pessoa do nosso coração e contamina os nossos sentimentos.

Fico pensando na real mensagem que está em dizer que alguém está espreitando seus erros para poder expor e “crucificar’ você... não é algo que se diga da pessoa que se ama, e nem consigo acreditar que seja possível amar alguém assim. Somente uma pessoa doente e muito mesquinha poderia ficar ao lado de alguém esperando o “melhor momento” para sabotá-lo, expor suas fraquezas, mostrar à ele como ele erra, como ele é fraco ou ridículo...Não sou Alice e nem vivo no País das Maravilhas, não sou tão ingenua...creio que existem pessoas assim aos milhares. Infelizmente, em nossas vidas, acabamos por conviver com dezenas de pessoas exatamente assim. Mas esse tipo de pessoa não faz parte dos meus planos de futuro. Como eu sempre disse: vivi muitos anos, e nesse tempo, conheci todo tipo de gente. Estou num momento em que posso escolher as pessoas com as quais eu vou conviver...posso inclusive, escolher viver sozinha! Isso é um privilégio.

Existem pessoas que confundem escolha com destino. Não estou condenada a viver com pessoas que  me magoam, nem com pessoas que me agridem, nem com pessoas ressentidas o tempo todo...posso viver sozinha e ainda assim serei feliz! Eu me basto...sou a minha melhor companhia a maior parte do tempo. Por isso cuidei de ler muitos livros, de ver muitos filmes, conhecer muitas pessoas e acumular impressões do mundo, para que nada me falte. Posso sentir falta de um abraço, mas sentirei falta de um abraço sincero e não de um abraço de conveniência, de tolerância, de rotina...jamais sentirei falta da indiferença ou da frieza das relações formais.

Não aceito que você diga as coisas que diz, nem justifica dizer que foi para se defender ou por estar ofendido...simplesmente não aceito. É isso.

Acredite na sinceridade das pessoas. Ouça-as. Mas ouça-as de verdade: não são apenas as palavras, mas as intenções, tente entender o que elas querem e aceite que existem pessoas diferentes de você. Sua vontade não rege o mundo...existem outras vontades. Nem melhores, nem piores, apenas diferentes da sua. E são igualmente válidas e importantes para quem as tem. Sua decisão não é necessariamente a mais sábia  e nem a melhor...os outros também deveriam poder opinar, escolher, e obviamente, errar...sem que isso desmereça ninguém.

A vida não é uma competição, onde se precisa sempre extrair vantagens de todas as coisas. Essa natureza competitiva é nociva para os relacionamentos. Saber disso dá uma enorme vantagem. É preciso entretanto, colocar em prática. Decorar palavras bonitas não faz nossas ações melhores...apenas nos colocam mais perto do caminho certo.

Coisas para se escrever numa manhã de chuva e pensar uma vida inteira...

(É por isso que em certos momentos tenho uma certeza: a procura continua...)

 

(Roberto Carlos / Erasmo Carlos)

Eu não posso mais ficar aqui a esperar
Que um dia de repente você volte para mim.
Vejo caminhões e carros apressados a passar por mim
Estou sentado à beira de um caminho que não tem mais fim.

Meu olhar se perde na poeira dessa estrada triste
Onde a tristeza e a saudade de você ainda existe...
Esse sol que queima no meu rosto um resto de esperança
De ao menos ver de perto o seu olhar que eu trago na lembrança...

Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo...


Vem a chuva, molha o meu rosto, e então eu choro tanto
Minhas lágrimas e os pingos dessa chuva se confundem com o meu pranto...
Olho prá mim mesmo e procuro e não encontro nada
Sou um pobre resto de esperança à beira de uma estrada...

Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo...


Carros, caminhões, poeira, estrada, tudo, tudo - tudo se confunde em minha mente
Minha sombra me acompanha e vê que eu estou morrendo lentamente...
Só você não vê que eu não posso mais ficar aqui sozinho
Esperando a vida inteira por você sentado à beira do caminho.

Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo

Escrito por Sofia.procura às 12h04
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02/11/2010


MSC Armonia

Requinte e glamour à sua disposição, o MSC Armonia possui estilo e charme distribuídos em nove andares para você aproveitar e desfrutar de um navio completo, com ambientes luxuosos, o melhor da cozinha mediterrânea, inúmeras opções de atividades, além da experiência e hospitalidade italiana que estarão presentes em cada momento da sua viagem. Você encontrará a bordo serviços personalizados, que superarão suas expectativas.

Dados técnicos do MSC Armonia
- Comprimento: 251 metros
- Velocidade: 21 nós
- Passageiros: 2.087
- Tripulantes: 700 aproximadamente

Cabines do MSC Armonia

Total de cabines do MSC Armonia: 777

Cabine Interna (aprox. 13m²): Duas camas de solteiro conversíveis em uma cama de casal. TV, telefone, ar condicionado e mini bar. Banheiro com chuveiro.

Cabine Externa (aprox. 13m²): Vista para o mar. Duas camas de solteiro conversíveis em uma cama de casal. TV, telefone, ar condicionado e mini bar. Banheiro com chuveiro.

Suíte com varanda (aprox. 22m²): Varanda privativa com vista para o mar. Cama de casal. Sala de estar com sofá-cama, TV, telefone, ar condicionado e mini bar. Banheiro com banheira.

Diversão/Entretenimento no MSC Armonia

- Teatro La Fenice, com capacidade para 572 pessoas;
- Palm Beach Casino: dispõe de bar e oferece jogos como roleta, black jack, pôquer, máquinas caça-níqueis e muitos outros;
- Bares como The White Lion e Moulin Rouge;
- Armonia Lounge: com bar, karaokê e pista de dança;
- Internet café com bar;
- Starlight Disco;
- Armonia Spa: sauna, academia, massagens e salão de beleza;
- Solarium;
- Quadra poliesportiva;
- Mini golfe;
- Biblioteca e sala de jogos;
- Star Galaxy: sala de video games;
- Áreas exclusivas para crianças e adolescentes;
- San Marco e Via della Spiga: com butiques, joalheria, lojas de perfumaria e cosméticos, e duty free.

Gastronomia no MSC Armonia

Os restaurantes dos navios da MSC Cruzeiros oferecem uma variedade enorme de pratos – e decorações – para todos os gostos, de requintadas especialidades italianas a sorvetes caseiros e a um café expresso delicioso. Os cardápios de bordo são variados e sempre deliciosos, satisfazendo também dietas especiais, enquanto os restaurantes à la carte em alguns navios oferecem um leque de opções ainda maior. E a equipe do MSC Armonia está sempre pronta para recomendar um prato especial e o vinho ideal para acompanhar.

Destinos/Itinerários do MSC Armonia

MSC Armonia no Brasil e América do Sul
Para a temporada 2010/2011 o navio passará a ter saídas do Brasil, nas cidades de Santos e Rio de Janeiro. O MSC Armonia será um dos primeiros navios a chegar ao país na temporada, navegando em águas brasileiras a partir do começo de outubro com muitas opções de mini cruzeiros.

MSC Armonia no Mediterrâneo
De abril a setembro o MSC Armonia navega pela Europa com destino à algumas das cidades mais surpreendentes do leste do Mediterrâneo. Em cruzeiros de 07 noites conheça a romântica Veneza, Dubrovnik com suas construções históricas e as ilhas gregas, mundialmente conhecidas por suas belezas incomparáveis.

Escrito por Sofia.procura às 16h42
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O Livro de Eli

Al Green - How Can You Mend a Broken Heart

música memorável!!

How Can You Mend a Broken Heart?

How Can You Mend a Broken Heart

I can think of younger days when living for my life
Was everything a man could want to do.
I could never see tomorrow, but I was never told about the sorrow.

And how can you mend a broken heart?
How can you stop the rain from falling down?
How can you stop the sun from shining?
What makes the world go round?
How can you mend this broken man?
How can a loser ever win?
Please help me mend my broken heart and let me live again.

I can still feel the breeze that rustles through the trees
And misty memories of days gone by
I could never see tomorrow, no one said a word about the sorrow.

And how can you mend a broken heart?
How can you stop the rain from falling down?
How can you stop the sun from shining?
What makes the world go round?
How can you mend this broken man?
How can a loser ever win?

Nah nah nah nah nah......

Please help me mend my broken heart and let me live again.

Como Você Pode Consertar Um Coração Partido?

Como Você Pode Consertar Um Coração Partido?
Eu consigo lembrar dos dias mais jovens, quando vivia minha vida
Era tudo que um homem poderia desejar fazer.
Eu nunca conseguia ver o amanhã, mas nunca me contaram sobre o sofrimento.
E como você pode consertar um coração partido?
Como você pode impedir a chuva de cair?
Como você pode impedir o sol de brilhar?
O que faz o mundo girar em círculos?
Como você pode consertar este homem partido?
Como pode um perdedor algum dia vencer?
Por favor, ajude-me a consertar meu coração partido e deixe-me viver novamente.
Eu ainda posso sentir a brisa que sussurra através das árvores
E as lembranças nebulosas dos dias que se foram.
Nós nunca conseguíamos ver o amanhã, ninguém disse uma palavra sobre o sofrimento.
E como você pode consertar um coração partido?
Como você pode impedir a chuva de cair?
Como você pode impedir o sol de brilhar?
O que faz o mundo girar em círculos?
Como você pode consertar este homem partido?
Como pode um perdedor algum dia vencer?
Nah nah nah nah nah......
Por favor, ajude-me a consertar meu coração partido e deixe-me viver novamente.

Escrito por Sofia.procura às 16h39
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12/10/2010


O esquecimento


No País dos Lotófagos

Um dos episódios mais fascinantes e misteriosos da Odisseia de Homero é o da chegada ao País dos Lotófagos (os que comem a flor de lótus). Ulisses e seus companheiros levantaram ferro da costa da Trácia, desceram à costa do Peloponeso, ladearam os seus promontórios e navegaram para a costa ocidental de Ítaca. Ao décimo dia de navegação, desembarcaram então nessa terra de gentes amistosas que lhes deram de comer a flor de lótus. Os marinheiros ficaram todavia de tal maneira narcotizados que já não queriam saber de voltar para a sua pátria. Ulisses teve de levá-los à força para os barcos e ordenar que partissem com rapidez.

Alguns estudiosos tentaram localizar este país na Tripolitânia, no Noroeste da Líbia. Contudo, o mérito principal de Homero será sempre o de poeta genial e não o de geógrafo, historiador ou cronista: a muitas informações verdadeiras e rigorosas, o príncipe da poesia grega juntou uma boa parte de imaginação e de histórias populares. Por isso, o melhor será concluir que os Lotófagos da Odisseia não têm pátria no mundo real. Mas se este Povo é uma criação puramente lendária, tão imaginário como o Ciclope ou a feiticeira Circe, já a flor de lótus é bem real. Na Índia, é simultaneamente sagrada e útil. No 3º milénio a. C. já é referida como existente nas margens do rio Indo, onde é venerada pelos Hinduístas e Budistas: quando Buda nasceu, logo floriu uma flor de lótus na terra que ele tocou pela primeira vez. A ela se atribuem diversas qualidades relativas à saúde, sorte, beleza, fertilidade, divindade, ressurreição e pureza. Terá sido todavia o lótus do Egipto que serviu de inspiração para Homero. Os micénicos mantiveram contacto com os egípcios durante duzentos ou trezentos anos: os seus produtos chegaram ao Nilo e ao Assuão. Os comerciantes de Micenas tinham por isso muito que contar e entre os seus relatos estaria o de que os egípcios viviam de uma flor chamada lótus.

O carácter misterioso do lótus terá servido na perfeição os propósitos de Homero, cujo auditório escutaria tal história como se fosse realidade. E essa flor é apenas um de entre os muitos objectos mágicos que abundam nesta Odisseia: Helena tem um droga calmante, trazida do Egipto, que faz parar o sofrimento e a dor (IV, 219-232); Circe tem uma poção que transforma os homens em porcos; e, contra os seus efeitos, Hermes dá a Ulisses o môlu, a planta de raiz negra e de flor branca, muito dura para arrancar e que o deve preservar de todos os sortilégios e que por vezes é comparada à mandrágora (X, 302-306). Em Homero, o mágico, o belo e o exótico estão em todo o lado!

A chegada ao País dos Lotófagos é um dos exemplos mais frisantes da criatividade indómita de Homero, assim como do seu entusiasmo pela vida e compreensão da natureza humana. A ingestão do lótus provocava a amnésia e este esquecimento é uma ambição antiga: abre a possibilidade de começar de novo, de renascer, de apagar o passado. Quem de nós é que enjeitaria esta oportunidade de provar o doce lótus e com isso passar uma esponja sobre todos os males e erros do passado? Não surpreende por isso que só a muito custo é que Ulisses tenha conseguido arrancar os seus companheiros daquele estado de êxtase e fazê-los regressar: «e eu fui obrigado a trazê-los à força e debulhados em lágrimas para as naus; puxei por eles e atei-os ao fundo da embarcação, sob os bancos; e entretanto insistia com os outros companheiros que me tinham permanecido fiéis para que se instalassem depressa nas suas naves ligeiras, receando que algum deles ao saborear o lótus se esquecesse do regresso». Esquecer e começar de novo: é tentador, não é?

filákia, philo moi!

Escrito por Sofia.procura às 12h19
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10/10/2010



Sempre pensei que bastaria amar...mas para conviver é preciso mais do que amor.

Ele só não basta, a imagem que me vem com frequência à mente é a filosofia de um jardim.
O amor são as flores, mas elas precisam de fertilizantes, terra fértil, chuva, sol,  e cuidados específicos para vicejar.

O amor, assim como as flores, precisa de equilíbrio.


Qualquer excesso ou escassez, fará a flor sofrer e perder o viço, a beleza e a vida.



Assim é o amor, de uma beleza tão intensa que atrai pássaros, abelhas, borboletas, amantes apaixonados...


é tão transformador, que faz da terra árida um oásis, tão generoso, que doa sua beleza, seu perfume, sua perfeição, sua magnificência para a contemplação do universo...e paradoxalmente, flores e amores são tão frágeis que sucumbem à desatenção, à negligência, aos excessos ou à falta de cuidados.


Sublime é tê-lo, ilusão é aprisioná-lo...há de se considerar um raro privilégio tê-lo sentido em nossos corações.

Não queria que esta metáfora tivesse um sabor de despedida, mas ela tem...

talvez seja um aviso, para que no futuro, sejamos menos exigentes e perfeccionistas, esperando que nosso jardim seja repleto de flores exóticas e exuberantes...

penso que temos desprezado a beleza sutil e eterna das pequenas e delicadas flores do campo que por um ano inteiro, andamos colhendo em nosso jardim...


(por que elas não bastaram para você?)

"troco meu bouquet de orquideas por um campo de flores eternas"



pense, ok? eu não tenho feito outra coisa.

beijo


D.

Escrito por Sofia.procura às 11h55
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um campo de flores...

"

Io Che Amo Solo Te

C'è gente che ha avuto mille cose.

Tutto il bene,

Tutto il male del mondo.

 

Io ho avuto solo te.

Io non ti perderò,

Non ti lascerò

Per cercare nuove avventure

 

C'è gente che ama mille cose,

E si perde per le strade del mondo.

Io che amo solo te,

Io mi fermerò e ti regalerò

Quel che resta della mia gioventù.

 

C'è gente che ama mille cose,

E si perde per le strade del mondo

Io che amo solo te,

Io mi fermerò e ti regalerò

Quel che resta della mia gioventù.

 

Eu Só Amo Você

Há gente que teve mil coisas.

Todo o bem,

Todo o mal do mundo.

 

Eu tive só você.

Eu não te perderei,

Não te deixarei

Para procurar novas aventuras

 

Há gente que ama mil coisas,

E se perde pelas estradas do mundo.

Eu que amo só você,

Eu me deterei e te presentearei

Aquilo que resta da minha juventude.

 

Há gente que ama mil coisas,

E se perde pelas estradas do mundo.

Eu que amo só você,

Eu me deterei e te presentearei

Aquilo que resta da minha juventude.

 

Escrito por Sofia.procura às 11h42
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31/08/2010


O mito das super mulheres

Texto na Revista do Jornal O Globo

'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado,  decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

E, entre uma coisa e outra
, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.

Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora.

Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

Tempo para fazer nada.

Tempo para fazer tudo.

Tempo para dançar sozinha na sala.

Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

Tempo para sumir dois dias com seu amor.

Três dias.

Cinco dias!

Tempo para uma massagem.

Tempo para ver a novela.

Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

Tempo para fazer um trabalho voluntário.

Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

Tempo para conhecer outras pessoas.

Voltar a estudar.

Para engravidar.

Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?

Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M..A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.


E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'

Martha Medeiros - Jornalista e escritora

Escrito por Sofia.procura às 11h48
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21/08/2010


Escrito por Sofia.procura às 11h19
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Escrito por Sofia.procura às 11h18
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